Dudu Camargo Bar Restaurante

Voltei.

Eu não escrevia aqui há inacreditáveis 30 dias. Nada pessoal, o jejum foi de wordpress, de internet, de mim mesma – por motivos acadêmicos para lá de aceitáveis. Só não é aceitável dar o braço a torcer e desistir do desafio que impus a mim mesma: devorar um restaurante de cada quadra de Brasília, de Asa a Asa. Não era esse o plano? Claro, agora ficou mais complicado, pois, com meu sumiço, nossa meta semanal de restaurantes a devorar multiplicou. Tudo bem, eu encaro. Estou faminta. Estava com saudades.

[Ana, MUITO obrigada por cuidar da casa na minha ausência!]

Hoje fomos ao Dudu Carmargo Bar e Restaurante, aquele da enquete do primeiro post do blog (já que o Couvert não conta, era só manual de instruções), e foi como nos velhos tempos. Em meio a pedidos variados, fotos embaraçosas, olhar clínico e paladar afiadíssimo, tivemos um ótimo jantar, com companhia igualmente ótima. Com a Ana, o Márcio, a Adriana e o Guilherme, seguimos para a 303 sul, munidos de câmeras e motivações secretas.

Segundo o Victor, o Dudu Camargo, que não conheço e nunca vi, parece ter especialização em tudo, por mais contraditório que isso possa parecer. E o carnaval gastronômico tem agradado, já que os restaurantes estão sempre cheios.

O Bar Restaurante foi novidade, nunca tinha pisado lá. A primeira impressão foi de restaurante-descolado-legalzinho. E a segunda também.

Dividido em dois ambientes, cujas diferenças são basicamente a decoração, a trilha sonora e a temperatura (que frio faz lá fora!), parece atrair um público variado. Nas mesas ao lado, havia casais, grupos de amigos e uma família com criança – bem menos sisudo do que eu supunha. Nós optamos por uma das mesas internas e eu pude reparar como as conversas eram contidas e, ao mesmo tempo, animadas. Para mim, pareceu perfeito, já que sempre fico com a impressão de que o clima em restaurantes muito silenciosos é tenso e desconfortável.

Chegamos e a mesa estava posta, com taças bonitas e guardanapos cuidadosamente dobrados.

O cardápio chegou em seguida, gigante e recheado. Tinha várias boas opções de pratos, cujos nomes eram suas próprias descrições – simples e objetivo. Uma vez concentrados, escolhemos fácil.

Nosso pedido

Pedimos couvert, duas opções de frango, duas de carne e uma de cordeiro. Para sobremesa, sopa de chocolate (ok, sopa não é um bom nome para sobremesa) e pudim de leite.

Tempo de espera: esquecemos de contar, mas curto o bastante para não nos darmos conta da demora.

Todas as apresentações estavam ótimas!

O couvert, tão generoso quanto seu preço, estava bom. As cinco ou seis opções de pão foram devoradas com azeite, manteiga e pastas de tomate seco, coalhada, quatro queijos, berinjela e camponata (é isso, Ana?) de legumes.

Meu prato era um filé de frango frito na manteiga com ervas, vinho branco e creme de leite fresco, com nhoque de batata-baroa. Estava muito bom! E, apesar de o frango estar delicioso, destaque para o nhoque de batata-baroa – nada inédito, mas feito com perfeição.

O Victor pediu um filé de frango grelhado, com molho de laranja e arroz oriental, que foi substituído, sem queixas ou lamúrias do garçom, por banana milanesa (ponto para eles!). E o que ouvi dizer é que o frango estava fantástico.

A Ana Paula escolheu um medalhão com molho três mostardas, com arroz cremoso de framboesa. Eu só sequestrei umas duas ou três garfadas do arroz, que me pareceu exótico e gostoso. Eu teria adorado, não fossem as sementes petulantes da framboesa, que se enfiaram entre os meus dentes na primeira mastigada. #fail

A Adriana também pediu medalhão, só que reduzido no vinho tinto e na goiabada cascão, acompanhado de riso al salto de queijo coalho. Desse, só experimentei a rapinha da goiabada, que estava com um gostinho excelente de vinho tinto. Acho que o prato agradou.

foto de divulgação x prato real


E o Márcio e o Guilherme escolheram a opção do Brasil Sabor, paleta de cordeiro desossada ao molho pomar e tangerina, acompanhado de arroz com cogumelos frescos. Dadas as circunstâncias, carne e fungo, passei longe. E, de longe, não ouvi nenhum comentário, efusivo ou depreciativo.

O suco de manga e o vinho Argento (Malbec de Mendoza), pelo que disseram, estavam bons e o atendimento foi rápido e cordial.

E as sobremesas estavam lindas. Quanto ao sabor, não sei direito, experimentei pouco, pois já estava mais que satisfeita (leia-se: tinha comido demais).


Se eu gostei? Oh, yeah! Apesar de nenhuma das minhas frases ter sido “foi o melhor… que eu já comi”, voltaria lá, só para me certificar de que o “melhor” não estava escondido entre as outras opções do cardápio.

Nossa conta

R$452,32
(R$75,38 por pessoa)

Onde fica?

Dudu Camargo Bar e Restaurante
SCLS 303 Bloco A Loja 3
(61) 3323-8082
segunda a quinta das 12 s 15h e das 18 0h
sextas e sábados das 12 1h
domingos das 12 s 17h
120 lugares

Já foi lá? O que achou?

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 8.8/10 (5 votes cast)
Dudu Camargo Bar Restaurante, 8.8 out of 10 based on 5 ratings
  • Twitter
  • Facebook
  • RSS
  • email
  • PDF
  • Print

Textos relacionados

5 comments to Dudu Camargo Bar Restaurante

Leave a Reply to Marcelo Cancel reply

  

  

  

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

© Devorando Brasília 2011 | por Stella Alves e Ana Paula Passos